Vereador de Cuiabá admite participação em almoço, mas nega compra de votos

Vereador de Cuiabá admite participação em almoço, mas nega compra de votos
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Vereador de Cuiabá admite participação em almoço, mas nega compra de votos

Conteúdo/ODOC – O vereador de Cuiabá Alex Rodrigues (Podemos) negou nesta terça-feira (20) envolvimento em um suposto esquema de compra de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Alvo da Operação Cathedra Venalis, ele afirmou que esteve em uma chácara com parlamentares apenas para almoçar e que não participou de negociações sobre a disputa.

Segundo Alex, a visita ocorreu a convite do vereador Miguel Júnior (Cidadania), com quem mantém amizade. Ele disse que permaneceu no local por cerca de duas horas e depois foi embora. “Eu estava no almoço em uma chácara dos vereadores, a convite do vereador Miguel, que é um grande amigo, grande parceiro. Fiquei lá em torno de duas horas e comigo não foi encontrado absolutamente nada”, declarou.

Ao explicar por que seu nome aparece na investigação, o parlamentar resumiu sua presença no encontro como uma coincidência. “Eu estava no lugar errado, na hora errada”, afirmou.

Alex reconheceu que os vereadores estavam reunidos para tratar da eleição da Mesa Diretora, mas sustentou que o assunto não foi discutido com ele. Também afirmou que outros políticos passaram pela propriedade. “Não foi conversado nada a respeito de Mesa Diretora com a gente. A gente foi lá, comeu, almoçou e veio embora”, disse.

A chácara é um dos pontos citados na apuração. A suspeita é de que o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), tenha organizado um confinamento de parlamentares no local nos dias anteriores à votação, situação investigada como possível cárcere privado.

A operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os investigados estão 15 parlamentares.

A investigação começou após uma denúncia sobre a possível atuação de vereadores e outros agentes públicos em ameaças, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado. As suspeitas ainda estão sob apuração.

Ao comentar a repercussão da operação, Alex mencionou sua trajetória no Legislativo cuiabano e sua passagem como secretário-adjunto de Obras. Disse que os advogados vão examinar o conteúdo da investigação para que ele possa apresentar esclarecimentos.

“Lógico, é um fato ruim, não é um fato legal. Nunca passei por isso na minha vida, mas tenho certeza absoluta que vamos esclarecer e quero contribuir 100% com as investigações”, afirmou.

Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/vereador-de-cuiaba-admite-participacao-em-almoco-mas-nega-compra-de-votos/)

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