Flavinha cobra fortalecimento da proteção às mulheres no interior de Mato Grosso

Flavinha cobra fortalecimento da proteção às mulheres no interior de Mato Grosso
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Para Flavinha, segurança pública não pode depender do CEP. Ela defende que os municípios tenham acesso à mesma estrutura de proteção disponível nas grandes cidades.

A pré-candidata a deputada federal Flavinha defende o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres nos municípios do interior de Mato Grosso. Para ela, o acesso à segurança, ao acolhimento e aos serviços especializados não pode ser um privilégio das grandes cidades, enquanto milhares de mulheres do interior permanecem sem uma rede estruturada de atendimento.

A preocupação é reforçada pelos números da violência no estado. Mato Grosso figura entre os estados com os índices mais preocupantes do país. Em 2024, registrou 47 feminicídios, a maior taxa nacional, com 2,5 mortes para cada 100 mil mulheres. Em 2025, o número já chegou a 53 feminicídios, representando um crescimento de aproximadamente 13% em relação ao ano anterior.

Além disso, dados oficiais apontam que mais de 70% dos feminicídios ocorreram dentro da própria residência da vítima, e o estado contabilizou 2.715 casos de estupro em 2024, sendo 2.118 vítimas menores de 18 anos.

Para Flavinha, os indicadores demonstram que é urgente ampliar a atuação do poder público, principalmente fora dos grandes centros.

“Os números mostram uma realidade que não podemos mais aceitar. Mato Grosso aparece entre os estados com os maiores índices de violência contra a mulher, e isso exige uma resposta muito mais forte. É inadmissível que, diante desses dados, ainda existam municípios sem estrutura adequada para proteger suas mulheres.”

Ao percorrer diferentes regiões do estado, a pré-candidata afirma que uma das demandas mais recorrentes é justamente a falta de políticas públicas permanentes voltadas ao enfrentamento da violência.

Entre as principais necessidades apontadas estão a ampliação das Delegacias Especializadas da Mulher, atendimento 24 horas, fortalecimento das Patrulhas Maria da Penha, equipes multidisciplinares, assistência psicológica, apoio jurídico e social às vítimas, além da integração entre as forças de segurança e a rede de proteção.

“Uma mulher não pode ter menos proteção simplesmente porque mora no interior. A violência não escolhe cidade, não escolhe tamanho de município e muito menos CEP. O direito à segurança precisa chegar a todas as famílias de Mato Grosso.”

Segundo Flavinha, fortalecer a proteção às mulheres também significa reduzir desigualdades entre a capital e os municípios do interior.

“A minha atuação é voltada para ser porta-voz dessas mulheres e dessas famílias que muitas vezes não conseguem fazer suas demandas chegarem aos espaços de decisão. O interior não pode continuar sendo esquecido quando falamos de políticas públicas. Segurança, acolhimento e dignidade precisam chegar a todos os municípios.”

Para a pré-candidata, enfrentar a violência exige planejamento, investimento contínuo e prioridade na gestão pública.

“Chega de aceitar que mulheres continuem perdendo suas vidas enquanto discutimos soluções que demoram a sair do papel. Se queremos reduzir esses números, precisamos investir mais, fortalecer a rede de proteção e garantir que nenhuma mulher fique sem atendimento por falta de estrutura. Proteger mulheres é proteger famílias. E essa precisa ser uma prioridade permanente para Mato Grosso.”

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