Janaina nega ter articulado ‘expulsão’ de Galvan do DC; ‘desconheço’

Janaina nega ter articulado ‘expulsão’ de Galvan do DC; ‘desconheço’
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Fred Moraes

fred.moraes@gazetadigital.com.br

Montagem GD

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A deputada estadual Janaina Riva (MDB) negou qualquer participação nas articulações que teriam levado à saída do produtor rural Antônio Galvan do Democracia Cristã (DC) em Mato Grosso. Segundo a parlamentar, ela tomou conhecimento do episódio apenas pela imprensa e nunca foi procurada para tratar do assunto.

 

“Nunca, nunca. [O Democracia Cristã] Nunca entraram em contato comigo, nunca falaram comigo. Soube disso pela imprensa. Nem com ele [Antônio Galvan], nem com ninguém próximo a ele”, afirmou.

 

Janaina afirmou que sequer iniciou discussões sobre a formação da chapa ao Senado, incluindo a definição de suplentes. Segundo ela, esse debate deverá ocorrer apenas após o período da chamada janela partidária, iniciada em 5 de março, quando os partidos começam a consolidar as coligações.

 

“Essa discussão precisa ser feita entre os partidos. Vamos aguardar agora o prazo da janela, que termina no dia 3 de abril, para começar a tratar das coligações. Pode acontecer de algum partido exigir ou querer discutir uma das suplências”, explicou.

 

A parlamentar ainda disse que, neste momento, não pretende excluir nenhum partido das possíveis alianças para a disputa eleitoral de 2026. De acordo com ela, o cenário ainda está aberto e só deve ganhar contornos mais definidos até o período das convenções partidárias.

 

“Vai depender muito do arco de alianças. Eu não quero trabalhar excluindo ninguém. Todas as possibilidades ainda estão na mesa até o mês de julho, quando devem ocorrer as convenções. Até lá, podemos ter diversos partidos caminhando com o MDB”, declarou.

 

Principal articulador das chapas do DC em Mato Grosso, Galvan oficializou ainda em fevereiro sua saída da sigla após decisão do diretório nacional que, segundo ele, inviabilizou sua pré-candidatura ao Senado.

 

De acordo com Galvan, o presidente nacional do partido, João Caldas, teria informado que a única possibilidade para ele permanecer no DC seria disputar uma vaga de deputado federal ou aceitar ser primeiro suplente na chapa ao Senado encabeçada por Janaina Riva.

 

A proposta teria sido comunicada à esposa do produtor rural, Paula Boaventura, que presidia o partido no Estado. O grupo político, porém, rejeitou a condição.

 

“Ele falou para minha esposa que só tinha uma condição para a gente ficar com o partido: ou eu sairia candidato a deputado federal ou aceitaria ser primeiro suplente da Janaína. Essa posição nós não aceitamos”, declarou.

 

Galvan afirmou ainda que pretende manter o projeto de disputar o Senado e que sua candidatura tem como foco representar o campo da direita, defendendo pautas como anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Nos bastidores, ele também avalia um possível novo destino partidário, com conversas em andamento com o Partido Renovação Democrática (PRD), o que pode redesenhar o cenário da disputa ao Senado em Mato Grosso.

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