Preso homem por venda de canetas emagrecedoras em Sinop; pena chega a 15 anos, diz delegado; vídeo
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta sexta-feira, um homem que comercializava canetas emagrecedoras sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Sinop. De acordo com o delegado Sérgio Ribeiro, os produtos importados do Paraguai são procurados por serem mais baratos que os liberados no Brasil. “No Brasil, as que estão autorizadas a serem vendidas pela Anvisa realmente têm um preço muito caro, R$ 1.500, R$ 2.000 cada canetinha usada para o fim de emagrecimento. Muitas pessoas têm optado em comprar produtos que são liberados no Paraguai, que também têm fórmulas que ajudam no emagrecimento, mas que não são liberados no Brasil”, explicou.
O delegado fez um alerta à população sobre os riscos legais de comercializar esses produtos. “Para um medicamento ser vendido no Brasil, é necessário que ele seja liberado pela Anvisa. Tem medicamentos que são autorizados a serem vendidos no Paraguai e na Argentina, mas que não têm autorização para ser vendida aqui”, afirmou.
Segundo Ribeiro, a pessoa que adquire e utiliza o medicamento não comete crime. No entanto, aquele que vende produto farmacêutico sem licença da Anvisa está sujeito a uma pena grave. “É de 10 a 15 anos de cadeia. É importante a gente salientar isso para as pessoas, que a pena é maior do que a pena do tráfico de drogas. A pena do tráfico é de 5 a 15 anos. De importar e vender essas canetas emagrecedoras que não tem registro na Anvisa, a pena é de 10 a 15”, comparou.
O delegado orientou quem busca alternativas para emagrecimento por questões de saúde a procurar acompanhamento médico. “Procure um médico e procure consumir um produto que é liberado no Brasil, que você não vai correr risco à sua saúde e também não vai estar ajudando a criminalidade”, recomendou.
O homem preso foi autuado em flagrante na central de flagrantes e será encaminhado ao sistema prisional neste sábado.
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