Mendes vai anunciar solução para prédio da Santa Casa de Cuiabá
O imóvel do hospital foi colocado em leilão após o acúmulo de ações movidas por ex-funcionários
O Governo de Mato Grosso vai anunciar, nesta quarta-feira (11), a solução encontrada para o prédio que abriga o Hospital Estadual Santa Casa, que está em litígio na Justiça.
O anúncio será realizado pelo governador Mauro Mendes (União), juntamente com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, no Salão Garcia Neto, no Palácio Paiaguás.
A manifestação ocorre em meio a um imbróglio judicial e político envolvendo a venda do hospital.
A Santa Casa está sob requisição administrativa do Estado desde 2019, após a antiga gestão da Prefeitura de Cuiabá ter deixado o hospital — que é filantrópico — fechar. Na ocasião, o governo estadual assumiu a unidade, reabriu o hospital e realizou investimentos para a retomada dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde então, o uso do prédio passou a ser questionado judicialmente, dando início a um impasse entre o Estado e a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, proprietária do imóvel. A disputa envolve a permanência do governo no local e a destinação futura da estrutura.
O imóvel da Santa Casa foi avaliado em cerca de R$ 78 milhões e colocado em leilão por determinação da Justiça do Trabalho, após o acúmulo de ações movidas por ex-funcionários.
As primeiras tentativas de venda fracassaram por falta de interessados, e o processo evoluiu para a análise de propostas abaixo do valor de avaliação, o que gerou controvérsia entre credores, Judiciário e autoridades públicas.
Nos últimos meses, vieram a público ofertas de entidades privadas, incluindo uma proposta em torno de R$ 20 milhões e outra de R$ 40 milhões, ambas ainda sob análise judicial e sem homologação. Até mesmo o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse que iria dar um lance de R$ 30 milhões para tentar comprar o hospital.
Apesar das outras ofertas, a legislação garante direito de preferência à União, ao Governo do Estado e ao Município de Cuiabá, o que mantém o poder público no centro das discussões sobre o futuro da unidade.



