Oficial da PM passa a mão em servidora da Assembleia, agride mulher e desacata policiais
Por: Reporter MT
Um tenente-coronel da Polícia Militar, de 44 anos, foi preso em flagrante na madrugada de ontem (25), em Cuiabá, acusado de importunação sexual e desacato durante um evento na Praça 8 de Abril, nas proximidades de um posto de combustíveis, no bairro Popular. Ele passou a mão na perna de uma servidora da Assembleia Legislaiva, apertou o braço de outra mulher e ameaçou colegas de farda. Após audiência de custódia, o PM foi solto.
De acordo com o boletim de ocorrência, o oficial, que é comandante da PM em Peixoto de Azevedo, apresentava sinais visíveis de embriaguez quando se aproximou de um grupo de mulheres que participava de um esquenta de Carnaval. Segundo relato das vítimas, ele sentou-se ao lado de uma delas e, após uma breve discussão, passou a mão na coxa dela e pressionou o quadril contra o corpo dela.
A amiga da vítima tentou intervir e pediu que ele se afastasse. Nesse momento, conforme o registro policial, o tenente-coronel segurou o braço dela com força. As duas chegaram a informar que mantêm um relacionamento homoafetivo, na tentativa de afastá-lo, mas sem sucesso.
Ainda segundo os relatos, o militar afirmou ser coronel, disse que estava armado, que era casado e pediu para que “não fizessem nada”.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou o oficial alterado. Ele se recusou a entregar a arma de fogo, mesmo após solicitação de outro oficial, e passou a ameaçar os policiais com frases como “vou lembrar disso” e “vocês estão fudidos”, além de xingar um cabo da PM.
As vítimas relataram ainda que outras três mulheres as procuraram após o ocorrido, dizendo que o mesmo homem teria passado a mão em partes íntimas delas durante o evento.
O oficial foi preso em flagrante e levado ao Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, Familiar e Sexual de Cuiabá.
Nesta tarde, ele passou por audiência de custódia e foi solto por determinação do juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto.
Por meio de nota, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (PSDB), repudiou o fato e disse que vai cobrar máximo rigor por parte do comando da Polícia Militar para que todas as providências cabíveis sejam adotadas.
Confira da nota na íntegra:
Diante do ocorrido noticiado, envolvendo a denúncia de que um tenente-coronel da Polícia Militar teria assediado uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) durante a madrugada deste domingo, a ALMT repudia veementemente o fato, ainda que tenha sido registrado fora do âmbito da instituição.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso prestará total apoio à servidora vítima de importunação sexual e o presidente da Casa, deputado Max Russi, informa que fará os devidos encaminhamentos, cobrando que todas as providências cabíveis sejam adotadas com o máximo rigor por parte do comando da Polícia Militar.
Situações como essa são inaceitáveis e não podem ser toleradas. A ALMT reafirma seu compromisso com o respeito às mulheres e defende que casos dessa natureza sejam apurados com seriedade, responsabilidade e justiça.

