Para ser ‘aceita’, PSD precisa ‘oficializar’ Natasha ao grupo da esquerda

Para ser ‘aceita’, PSD precisa ‘oficializar’ Natasha ao grupo da esquerda
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Fred Moraes

fred.moraes@gazetadigital.com.br

João Vieira/ GD

João Vieira/ GD

A pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ainda não chegou oficialmente ao “coração” da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B) em Mato Grosso. Mesmo com a benção do dirigente estadual da sigla, ministro de Agricultura Carlos Fávaro (PSD), lideranças do grupo cobram “aproximação” da filha da ex-senadora Serys Slhessarenko, com pautas defendidas pelo campo.

 

Conforme a presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Rosa Neide, há um desejo da federação para que PSD  oficialize a apresentação da médica à federação de partidos para que seu nome seja, de fato, incorporado ao projeto político no Estado. Segundo ela, apesar de Natasha já ter lançado pré-candidatura, falta um gesto formal do partido para consolidar o diálogo coletivo.

“Desde que a doutora Natasha lançou a candidatura, isso ainda não foi feito oficialmente. E eu não posso cobrá-la diretamente, porque o PSD ainda não fez essa apresentação à federação. Inclusive, tiramos como encaminhamento o convite ao PSD para que faça essa apresentação oficial da doutora Natasha à nossa federação. Aí, sim, fica uma coisa mais de comprometimento coletivo.”, disse Rosa Neide à Rádio Cultura FM.

Rosa ressaltou que a federação segue uma orientação nacional clara, baseada em um projeto político de centro-esquerda. Segundo ela, esses princípios unem não apenas PT, PV e PCdoB, mas também outros partidos da base e lideranças sociais.

 

“Nós temos um projeto nacional. É um projeto de centro-esquerda, com princípios basilares que dizem que país queremos e que Mato Grosso queremos para a nossa população. São princípios que somam o PT, o PV, o PCdoB e muitos outros partidos da base. E também pessoas alinhadas a essa proposta, inclusive lideranças que nem sempre estão filiadas a partidos, mas vêm de entidades e movimentos sociais”, destacou.

Sobre Natasha, Rosa reconheceu afinidade programática em diversos pontos. No entanto, ponderou que ainda é necessário avançar no alinhamento político. A presidente do PT lembrou que a médica já teve contato direto até com a cúpula nacional do partido.

 

“Ela traz muitas coisas que dialogam fortemente com os princípios da centro-esquerda. Não há rejeição. O que há é a necessidade de alinhar proposições para que a gente possa, de fato, alicerçar esse palanque. O presidente nacional do PT, Edinho, esteve em Cuiabá. Ela conversou com ele, participou de uma reunião da federação e se apresentou naquele momento”, contou. A recepção foi positiva. “Foi uma apresentação que todos nós gostamos muito. Temos toda tranquilidade em recebê-la.”

Rosa reforçou que o processo segue aberto, mas exige formalização. “Ela é muito bem-vinda. Agora, esse passo do PSD é fundamental para que a gente avance de forma organizada, com clareza política e compromisso coletivo”, concluiu.

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