WF e Pivetta disputam bênção de Bolsonaro em corrida por 2026

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Idas e vindas do ex-presidente da República redesenharam o cenário eleitoral ao Palácio Paiaguás

Victor Ostetti/MidiaNews

O senador Wellington Fagundes e o vice-governador Otaviano Pivetta: disputa ao Paiaguás

O senador Wellington Fagundes e o vice-governador Otaviano Pivetta: disputa ao Paiaguás

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A sucessão estadual em Mato Grosso foi marcada em 2025 por idas e vindas, anúncios antecipados e uma disputa pelo apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PL, que terminou o ano sem uma definição clara sobre quem representará o grupo na corrida ao Palácio Paiaguás em 2026.

 

Ao longo do segundo semestre, articulações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, dirigentes nacionais do PL e lideranças locais alteraram mais de uma vez o cenário.

 

Em outubro, a reportagem do MidiaNews revelou, em primeira mão, que Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, principais líderes do PL, decidiram apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado.

 

A sinalização indicava uma aliança com o grupo do governador Mauro Mendes (PL) e surpreendeu aliados do senador Wellington Fagundes (PL), que já se apresentava como candidato ao Palácio Paiaguás.

Para o Senado, o apoio bolsonarista parecia consolidado. Bolsonaro e Michelle já haviam manifestado preferência pelo governador Mauro Mendes e pelo deputado federal José Medeiros (PL).

 

No fim de novembro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou publicamente a tendência de apoio a Otaviano Pivetta. Ele, no entanto, fez ressalvas quanto à necessidade de diálogo com Wellington Fagundes, presidente do partido em Mato Grosso. À época, Valdemar reconheceu que o senador liderava pesquisas eleitorais e não poderia ser ignorado.

 

Mesmo diante da sinalização desfavorável, Wellington adotou um discurso público de cautela. Em entrevistas concedidas no fim de outubro, afirmou não se sentir traído pelo casal Bolsonaro.

 

“De forma alguma me sinto traído. Muito pelo contrário, nosso projeto é trabalhar para que a gente possa aprovar a anistia. Nós queremos o presidente Bolsonaro como nosso candidato [a presidente]”, disse Wellington em uma entrevista à imprensa.

 

Reviravolta

 

A conjuntura mudou no início de dezembro, em uma reunião realizada na noite do dia 3, na Sede do PL nacional, no edifício Brasil 21, em Brasília. Na ocasião, Valdemar Costa Neto redefiniu a estratégia do partido e oficializou o apoio do PL à candidatura de Wellington ao Governo do Estado, além de confirmar José Medeiros como candidato ao Senado.

 

“E é o partido em Mato Grosso que tem a maior chapa de deputados estaduais e federais, com isso nos dá mais certeza de buscar a vitória. Sempre com pé no chão, andando em todo o Estado, como sempre fizemos. Política, para mim, sempre foi assim: termina uma eleição e começa outra”, disse o senador.

 

Dias depois, a candidatura ganhou respaldo nacional com a declaração de apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é declaradamente presidenciável.

 

Além de Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta, outros nomes se colocam no tabuleiro eleitoral. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) surge como alternativa da centro-esquerda, e o senador Jayme Campos (União), que tenta convencer o grupo de Mendes que pode ser o melhor nome.

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