‘Barão do agro’ defende fim de emendas e chama prefeitos e vereadores de “esmoleiros”

‘Barão do agro’ defende fim de emendas e chama prefeitos e vereadores de “esmoleiros”
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'Barão do agro' defende fim de emendas e chama prefeitos e vereadores de "esmoleiros"

O candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), voltou a defender o fim das emendas parlamentares e uma mudança na distribuição dos recursos públicos entre União, estados e municípios. Durante entrevista à Rádio Capital FM na última semana, Galvan afirmou que o atual modelo obriga prefeitos e vereadores a recorrerem a deputados e senadores para conseguir recursos destinados às demandas municipais.

"Hoje, os prefeitos e vereadores, para poderem levar um pouco de recurso, viraram esmoleiros. Esmoleiros de deputados, esmoleiros de senadores", afirmou.

Para Galvan, a solução passa pelo fortalecimento do pacto federativo, com aumento dos repasses destinados diretamente aos municípios mato-grossenses e brasileiros. O candidato argumenta que é nas cidades que a população utiliza os serviços públicos e apresenta suas principais demandas.

"Hoje, o sistema que tem de repasse aos municípios é perverso. Ele é proposital justamente para o prefeito e o vereador terem que implorar, esmolar um recurso de que o município necessita para fazer algum tipo de obra demandada", declarou.

O candidato ao Senado por Mato Grosso também voltou a associar o sistema de emendas a práticas de corrupção. Segundo Galvan, o modelo abre espaço para cobrança de percentuais sobre recursos destinados aos municípios, prática popularmente conhecida como "retorno".

"A grande sujeira da corrupção brasileira está engargada em cima das emendas parlamentares", disse. "A grande maioria das emendas vai aos municípios, nada mais justo, de certo modo, porque as pessoas moram no município."

Galvan também criticou o uso político das emendas. Na avaliação dele, mesmo quando não existe qualquer irregularidade na destinação do dinheiro, o repasse pode criar uma relação de dependência entre lideranças municipais e parlamentares.

"Quando aquele deputado, aquele senador, não pede recurso de volta e leva simplesmente a emenda, fica lá o prefeito, fica o vereador amarrado com aqueles políticos na eleição. Ele não tem oportunidade de dizer: 'Agora, desta vez, eu quero apoiar fulano ou beltrano'", afirmou.

Mais recursos diretamente aos municípios

Como alternativa, Galvan defendeu que o Congresso Nacional reveja a divisão das receitas públicas e aumente os recursos transferidos diretamente aos municípios mato-grossenses, diminuindo a necessidade de prefeitos buscarem individualmente deputados e senadores em Brasília.

"Tem que aumentar, está no poder do Congresso Nacional, aumentar os repasses. O pacto federativo precisa ser feito. Isso é um absurdo. As pessoas moram na cidade", declarou.

Para o candidato do Avante, a mudança daria mais autonomia às administrações municipais para decidir onde aplicar os recursos conforme as necessidades locais, além de reduzir a influência política de parlamentares sobre prefeitos e vereadores de Mato Grosso.

"Primeiro problema é que existe o prefeito que tem que atacar os problemas e tem que sair esmolar dinheiro para poder resolver algum assunto. Então, eu sou totalmente contra", concluiu Galvan. 

Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/barao-do-agro-defende-fim-de-emendas-e-chama-prefeitos-e-vereadores-de-esmoleiros/)

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