Casal tinha histórico de violência doméstica e vítima não possuía medida protetiva

Casal tinha histórico de violência doméstica e vítima não  possuía medida protetiva
Publicidade 12
Compartilhe!

Casal tinha histórico de violência doméstica e vítima não  possuía medida protetiva

O Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso reforça a orientação para que mulheres procurem os órgãos de segurança e a rede de proteção desde os primeiros episódios de violência doméstica. O alerta ocorre após um novo feminicídio registrado na noite desta quarta-feira (2), na zona rural de Araguaiana.

A mulher, de 37 anos, foi morta a tiros dentro de uma propriedade rural. O suspeito, Fábio Júnior Januário Dias, de 42 anos, já tinha registro policial por violência doméstica contra a vítima, em 2013. No entanto, ela não havia requerido medida protetiva.

De acordo com a Polícia Militar, além de matar a mulher, Fábio atirou contra o próprio filho, atingindo-o na perna, e contra a filha, que conseguiu fugir sem ser baleada.

Equipes da Força Tática e da Polícia Militar de Araguaiana localizaram o homem durante a madrugada. Conforme a ocorrência policial, ele teria disparado contra os militares ao perceber a aproximação da equipe, que revidou a agressão. O suspeito morreu no local.

A delegada e secretária-chefe do Gabinete da Mulher, Mariell Antonini, reforça a necessidade de procurar ajuda e manter a rede de proteção informada sempre que houver agressões, ameaças, perseguição ou qualquer outra forma de violência.

"Um episódio de violência nunca deve ser tratado como algo normal ou isolado. Quando a mulher procura ajuda, o Estado passa a conhecer aquela situação e pode avaliar os riscos e oferecer os mecanismos de proteção disponíveis. Por isso, nossa orientação é para que ela não espere a violência aumentar. Procure ajuda desde os primeiros sinais", afirma Mariell.

Mato Grosso conta atualmente com 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande. Outras 29 delegacias possuem núcleos especializados.

A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para atender os 142 municípios do Estado. Conforme a avaliação de cada situação, mulheres com medidas protetivas também podem ter acesso a mecanismos adicionais de segurança, como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira.

Mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade também podem ter acesso ao auxílio-moradia de R$ 600 mensais, destinado a contribuir para o afastamento do ambiente de violência e a construção de condições para uma vida independente do agressor.

Informações sobre a rede de atendimento, serviços e mecanismos de proteção disponíveis no Estado podem ser consultadas na plataforma Mulher MT.

Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190. Denúncias e informações também podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo 197.

Fonte: Policial – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/casal-tinha-historico-de-violencia-domestica-e-vitima-nao-possuia-medida-protetiva/)

Publicidade 14

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *