Alvo de operação, suplente de deputado tem Rolex, joias e arma apreendidos pela Polícia Civil

Conteúdo/ODOC – Relógios de luxo avaliados em dezenas de milhares de reais, joias, uma arma de fogo e equipamentos eletrônicos foram apreendidos pela Polícia Civil na casa do suplente de deputado estadual e ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Hugo Garcia (PSDB), nesta terça-feira (25).
Hugo é um dos alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada para investigar movimentações financeiras consideradas irregulares que ultrapassam R$ 1 milhão e teriam ocorrido durante sua passagem pela direção do instituto.
A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica. Além de Hugo, um ex-diretor do IMAFIR-MT também é investigado.
Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram parte dos objetos encontrados durante o cumprimento das buscas. Entre eles estão relógios da marca Rolex e diferentes peças de joalheria.

Um dos relógios é um Rolex Datejust 41, cujo valor pode chegar a R$ 96 mil. Também foram apreendidos um Rolex Deepsea, avaliado em até R$ 556 mil; um Rolex Submariner Date "Starbucks", estimado entre R$ 75 mil e R$ 110 mil; e um Datejust 31, avaliado em cerca de R$ 46,3 mil.
Os policiais ainda localizaram anéis, uma pulseira, uma arma de fogo com munições, aparelhos celulares e um computador da Apple.
Hugo Garcia disputou uma cadeira de deputado estadual e, em 2024, chegou a assumir uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso como suplente do deputado Valmir Moretto (Republicanos).
Neste ano, ele é candidato novamente a uma cadeira na Assembleia Legislativa.
A operação
A Operação Mandato Espúrio investiga fatos relacionados à administração do IMAFIR-MT, especialmente atos de gestão e movimentações financeiras realizados durante um período de disputa pelo comando da entidade.
Em Cuiabá, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do instituto, que figura como vítima e colabora com as investigações.

Segundo a Polícia Civil, há suspeitas de que um ex-dirigente tenha realizado movimentações financeiras mesmo após um acordo homologado judicialmente e uma decisão que o impedia de reassumir a presidência e praticar atos em nome da entidade.
A apuração identificou indícios envolvendo alterações no estatuto do instituto, disputa interna pelo controle da administração e atos de gestão que teriam sido praticados após as restrições impostas judicialmente.
Os investigadores também apuram movimentações patrimoniais consideradas expressivas em benefício de pessoas físicas e jurídicas ligadas à administração da entidade naquele período.
De acordo com a Derf de Cuiabá, as transações financeiras sob suspeita ultrapassam R$ 1 milhão.
Fonte: Policial – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/alvo-de-operacao-suplente-de-deputado-tem-rolex-joias-e-arma-apreendidos-pela-policia-civil/)
