Flavinha cobra punição rigorosa para casal de Sorriso investigado por abuso sexual infantil
Classifica o caso como “inaceitável”, parabeniza a Polícia Civil pela Operação Puer Defensus e cobra urgência na aprovação do projeto que cria a Patrulha Nacional de Prevenção à Violência contra Crianças e Adolescentes.

A pré-candidata a deputada federal Flavinha (PSD-MT) reagiu com indignação, em suas redes sociais, à prisão de um empresário de 42 anos, em Sorriso, no norte de Mato Grosso, investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e produção, divulgação e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil. A esposa dele, de 45 anos, também é alvo da investigação e foi submetida a medidas cautelares, entre elas a quebra do sigilo telefônico e a apreensão de aparelhos eletrônicos.
A prisão preventiva foi cumprida na manhã de quarta-feira (15) por equipes da Delegacia de Sorriso, durante a deflagração da Operação “Puer Defensus”, da Polícia Civil. Nas buscas realizadas na residência do casal, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, celulares, computadores, mídias de armazenamento, cartões de memória de câmeras de monitoramento e fitas VHS. Todo o material será submetido à perícia.
“A situação é inacreditável. Estão chamando esse homem de empresário, mas não dá para desonrar uma categoria inteira desse jeito. Gente assim não é empresário. Gente assim é monstro, é bandido. Tem que apodrecer na cadeia”, afirmou Flavinha que fez questão de reconhecer o trabalho das forças de segurança.
“Antes de mais nada, quero parabenizar a nossa Polícia Civil pelo excelente trabalho. Prender esse criminoso e desarticular uma rede de exploração sexual infantil é proteger crianças e impedir que novas vítimas tenham suas vidas destruídas.”
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a prisão de uma mulher suspeita de aliciar menores e fornecer vídeos de exploração sexual infantil. A extração de dados do celular da investigada, aliada à confissão prestada em depoimento, levou os investigadores até o casal. As diligências reuniram provas que apontam a existência de vídeos e fotografias de abuso envolvendo vítimas menores de idade. O inquérito segue sob sigilo para preservar as vítimas e identificar possíveis coautores.
Patrulha Nacional: prevenir antes que o crime aconteça
Para Flavinha, o caso registrado em Sorriso reforça a necessidade de o Brasil investir em políticas públicas permanentes de prevenção à violência contra crianças e adolescentes.
Em 2023, quando exerceu o mandato de deputada federal como suplente, ela apresentou o Projeto de Lei nº 4.486/2023, que cria a Patrulha Nacional de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar contra Crianças e Adolescentes. Inspirada na Patrulha Maria da Penha, a proposta prevê equipes policiais especializadas para atuar na prevenção, orientação às famílias, atendimento humanizado às vítimas e fortalecimento da rede de proteção.
Além da atuação das equipes, o projeto estabelece campanhas permanentes de conscientização e prevê a capacitação de professores, diretores, coordenadores e demais profissionais da educação para identificar sinais de violência, reconhecer situações de risco e encaminhar corretamente os casos aos órgãos competentes.
“Esse caso me revolta porque mostra que ainda estamos agindo apenas depois que o crime acontece. A proposta da Patrulha Nacional muda essa lógica. Ela fortalece a prevenção, orienta pais e responsáveis, leva informação para dentro das escolas e ajuda crianças e adolescentes a reconhecer situações de abuso e buscar ajuda antes que a violência continue”, afirmou.
A proposta já foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável da relatora e uma emenda que amplia a atuação da Patrulha com a participação das Guardas Municipais. O texto segue em tramitação e ainda será analisado pelas Comissões de Educação; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Flavinha também defende o endurecimento das penas para crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes.
“Precisamos punir com rigor quem comete esse tipo de crime, mas apenas aumentar a pena não basta. Nenhuma sentença será capaz de apagar o trauma que uma criança vítima de abuso carrega para o resto da vida. Por isso, prevenir precisa ser prioridade.”
A pré-candidata afirmou que continuará acompanhando a tramitação do projeto e defendendo sua aprovação no Congresso Nacional.
“Não podemos esperar que novas crianças tenham suas vidas destruídas para agir. O Brasil precisa investir em prevenção, fortalecer a rede de proteção e garantir que nossas crianças estejam seguras. Essa é uma responsabilidade de todos nós”, concluiu.
