“Decisão judicial não tem preço”, diz comentarista da GloboNews sobre operação contra deputado e desenbargador de MT

“Decisão judicial não tem preço”, diz comentarista da GloboNews sobre operação contra deputado e desenbargador de MT
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“Decisão judicial não tem preço”, diz comentarista da GloboNews sobre operação contra deputado e desenbargador de MT

Conteúdo/ODOC – A Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), ganhou repercussão nacional após ser destaque na programação da GloboNews. A investigação apura um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), além de outras pessoas ligadas ao caso.

Durante a cobertura, a emissora destacou que o desembargador afastado Dirceu dos Santos, o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Oliveira Castro estão entre os alvos da operação. A ação é um desdobramento da Operação Sisamnes, que investiga suspeitas de corrupção no Judiciário mato-grossense.

Ao comentar o caso, os jornalistas da GloboNews afirmaram que a Polícia Federal apura a existência de uma estrutura que teria sido utilizada para transformar decisões judiciais em vantagens financeiras. Segundo a análise exibida pela emissora, a suspeita é de que operadores atuassem na intermediação de interesses para beneficiar partes envolvidas em processos judiciais.

“Como o juiz usou um operador, como a Polícia Federal chama, de longa manus, para basicamente ter uma atuação em que a decisão dele valesse dinheiro e não valesse justiça”, afirmou um dos comentaristas durante a transmissão.

A emissora também destacou que investigações envolvendo supostas vendas de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso vêm ocorrendo desde 2024, em diferentes frentes conduzidas por órgãos de controle e tribunais superiores. Segundo os comentaristas, embora as apurações não envolvam toda a Corte, chama atenção a presença recorrente de desembargadores entre os investigados.

A Operação Gemini cumpriu mandados de busca e apreensão, buscas pessoais e medidas de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático de oito investigados em Cuiabá. Conforme a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, por crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

O deputado Faissal Calil negou qualquer irregularidade e afirmou ter colaborado integralmente com as autoridades. Em declaração após a operação, ele disse não possuir qualquer relação financeira com o desembargador Dirceu dos Santos e colocou seus dispositivos eletrônicos à disposição da investigação.

As investigações seguem sob sigilo e a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre as condutas atribuídas individualmente a cada investigado.



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Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/decisao-judicial-nao-tem-preco-diz-comentarista-da-globonews-sobre-operacao-contra-deputado-e-desenbargador-de-mt/)

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