Deputado questiona acusações contra Flávio Bolsonaro: “provem que ele pegou dinheiro”

Conteúdo/ODOC – O deputado federal Nelson Barbudo (PL) rebateu as informações sobre uma suposta queda na popularidade do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de áudios relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, nesta quinta-feira (28), o parlamentar classificou os números como uma tentativa de desgastar a imagem do aliado político.
Segundo Barbudo, levantamentos aos quais teve acesso apontariam um cenário diferente do divulgado publicamente. Para ele, o desempenho eleitoral de Flávio permanece estável, apesar da repercussão do caso.
“O que nós temos é uma situação de equilíbrio. Houve uma oscilação momentânea por causa da exposição do tema, mas os números voltaram ao patamar anterior”, afirmou.
O deputado também minimizou a divulgação dos áudios envolvendo o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na avaliação dele, não há elementos que justifiquem críticas contra o parlamentar.
Barbudo sustentou que a aproximação entre Flávio e o banqueiro ocorreu em razão de tratativas relacionadas ao financiamento de um projeto audiovisual ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, não há demonstração de benefício financeiro irregular ao senador.
“Se algum dia provarem que ele recebeu recursos de forma indevida, eu não o defenderei. Mas até agora isso não aconteceu”, declarou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de Flávio conhecer a origem dos recursos envolvidos no caso, o deputado ampliou as críticas e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Michel Temer (MDB), alegando que ambos também teriam mantido relações com o grupo financeiro.
Durante a entrevista, os apresentadores observaram que Flávio Bolsonaro não possui qualquer vínculo familiar com Vorcaro. Em resposta, Barbudo afirmou que a relação entre ambos seria baseada em amizade e interesses privados, contrapondo a situação ao que considera escândalos envolvendo recursos públicos.
O caso citado pelo parlamentar ganhou repercussão nacional após a divulgação de mensagens de áudio atribuídas ao senador e ao banqueiro. Apesar das declarações de Barbudo, não houve arquivamento de investigação criminal contra Flávio Bolsonaro relacionada diretamente ao episódio.
O que foi encerrado pelo Supremo Tribunal Federal foi um pedido que questionava a imparcialidade do ministro Dias Toffoli na condução de processos ligados às investigações sobre fraudes e à falência do Banco Master. Paralelamente, o caso continua sendo alvo de discussões políticas e de iniciativas que defendem a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para aprofundar as apurações.
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