Cattani acusa Barranco de desrespeitar memória da filha e pede retirada de homenagem na AL

Cattani acusa Barranco de desrespeitar memória da filha e pede retirada de homenagem na AL
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Cattani acusa Barranco de desrespeitar memória da filha e pede retirada de homenagem na AL

Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) acusou o colega Valdir Barranco (PT) de ultrapassar os limites do debate político ao citar sua filha, Raquel Cattani, vítima de feminicídio, durante discussão sobre armas e proteção às mulheres. Em reação, o parlamentar anunciou que vai solicitar a retirada do nome da jovem da sala da Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (5), Cattani acusou o colega de ultrapassar os limites do embate político ao citar a jovem. Segundo ele, houve desrespeito à memória da filha e uso indevido de informações.

O deputado afirmou que Raquel nunca teve qualquer vínculo com armas de fogo e contestou a referência feita por Barranco a uma imagem. “Ele ultrapassou o direito de fala. Usou uma fotografia com armas que são minhas e da Sandra, não da Raquel. Minha filha nunca teve arma”, declarou.

A controvérsia levou Cattani a anunciar uma medida simbólica dentro da Assembleia Legislativa. Ele disse que irá pedir a retirada do nome da filha da sala da Procuradoria da Mulher da Casa. Para o parlamentar, a homenagem perde o sentido diante do que considera uma afronta à memória da jovem no próprio ambiente institucional.

“Se dentro da Assembleia a memória dela está sendo desrespeitada, não vejo dignidade em manter o nome dela naquele espaço”, afirmou.

Ao comentar a situação, o deputado demonstrou insatisfação com o que classificou como contradição na forma como a homenagem vem sendo tratada. “Depende do que se chama de homenagem. Dar o nome ou permitir que falem o que falaram?”, questionou.

Cattani também abordou o debate em torno de um projeto de sua autoria que trata da possibilidade de mulheres em situação de risco buscarem o porte de arma. Ele negou que a proposta facilite o acesso ao armamento e explicou que a intenção é reconhecer a chamada “efetiva necessidade”, prevista na legislação vigente.

“O projeto não libera armas. Ele reconhece um direito que já existe, permitindo que a mulher possa buscar meios de se defender”, disse.

O parlamentar criticou alterações sugeridas ao texto, inclusive por integrantes da oposição, e avaliou que mudanças podem restringir alternativas de proteção. Ele também fez críticas ao que considera falhas na atuação do Estado no enfrentamento à violência contra mulheres.

Ao final, Cattani direcionou ataques a setores da esquerda, apontando incoerência entre discurso e prática em políticas voltadas à proteção feminina.

Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/cattani-acusa-barranco-de-desrespeitar-memoria-da-filha-e-pede-retirada-de-homenagem-na-almt/)

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