Deputado teme encolhimento partidário caso União não lance candidato próprio ao governo

Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Júlio Campos afirmou que o União Brasil corre o risco de perder relevância política em Mato Grosso caso não apresente um nome próprio na disputa pelo Palácio Paiaguás nas próximas eleições.
Segundo o parlamentar, a ausência de protagonismo na eleição majoritária tende a afastar lideranças e dificultar a atração de novos filiados. Ele resumiu o cenário ao dizer que “ninguém se anima a integrar um partido que não tem candidato a governador”.
A declaração foi dada após a saída do deputado federal Coronel Assis, que deixou a sigla para se filiar ao Partido Liberal. Júlio avaliou que a movimentação já era esperada, já que o parlamentar vinha demonstrando alinhamento com o campo bolsonarista e buscava melhores condições para a reeleição.
Apesar disso, o deputado fez uma distinção ao comentar a possível saída do deputado estadual Dilmar Dal’ Bosco, que é alvo de especulações sobre uma eventual filiação ao PRD. Para Júlio, trata-se de uma liderança importante dentro do partido e que poderia ser mantida, desde que haja uma definição clara sobre os rumos da legenda.
Ele destacou que Dilmar tem trajetória consolidada na sigla e peso político interno, e ponderou que uma decisão estratégica pode ser determinante para sua permanência. “É um nome fundamental, fundador e atuante. Com um direcionamento correto, acredito que ele permanece”, afirmou.
Dentro do União Brasil, uma das correntes defende o lançamento da candidatura do senador Jayme Campos ao governo estadual. A ala, que inclui Júlio Campos, entende que a candidatura própria é essencial para manter a força política do partido.
Por outro lado, há lideranças que preferem apoiar o atual vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, abrindo mão de uma candidatura própria.
Na avaliação de Júlio, essa estratégia pode reduzir significativamente o espaço da legenda em um eventual novo governo. Ele argumentou que, sem protagonismo eleitoral, o partido tende a ocupar posições menos relevantes na administração estadual.
“O partido precisa disputar. Caso contrário, corre o risco de ficar com pouco ou nenhum espaço. Se já teve participação limitada em um governo que ajudou a eleger, imagine em uma gestão de outro grupo”, disse.
Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/deputado-teme-encolhimento-partidario-caso-uniao-brasil-nao-lance-candidato-proprio-ao-governo/)

