Botelho: União precisa superar vaidades para definir candidato

Botelho: União precisa superar vaidades para definir candidato
Publicidade 12
Compartilhe!

Ele afirmou que impasse entre Jayme Campos e Otaviano Pivetta pode enfraquecer o grupo político

Yasmin Silva/MidiaNews

O deputado estadual Eduardo Botelho alertou para o perigo de um racha no grupo

O deputado estadual Eduardo Botelho alertou para o perigo de um racha no grupo

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) defendeu que a definição do candidato do partido ao Governo do Estado passe por um critério de viabilidade eleitoral e afirmou que os nomes precisam superar “vaidades pessoais”.

Acho que é preciso conversar e ver quem tem mais viabilidade, quem tem mais condições

A declaração foi feita após ele ser questionado sobre o impasse interno no União Brasil entre os nomes do senador Jayme Campos, apontado como pré-candidato da sigla, e do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

“É uma pergunta muito complexa. Eu não tenho essa autoridade para dizer quem deve desistir. Acho que é preciso conversar e ver quem tem mais viabilidade, quem tem mais condições, e tirar as vaidades pessoais de lado, se esse grupo tem interesse realmente em manter tudo o que está sendo feito”, disse Botelho, em entrevista à TV Pantanal.

Ao avaliar o cenário interno do União Brasil, o deputado afirmou que a falta de unidade pode enfraquecer o grupo político diante da polarização nacional.

 

Ele citou como exemplo o comportamento do eleitorado mais ideológico, tanto à direita quanto à esquerda, que tende a se alinhar automaticamente a candidatos chancelados por lideranças nacionais.

“Se esse grupo ficar rachado, a força da direita vai toda para um lado. Se o Flávio Bolsonaro vier aqui e disser que o candidato é o Wellington [Fagundes], os extremistas vão votar nele. Do mesmo jeito, se o Lula vier e disser que a candidata é a Natasha [Slhessarenko], os eleitores mais apaixonados vão todos para ela. É assim que funciona a política”, afirmou.

Botelho alertou que, diante desse cenário, a divisão interna pode ter um custo alto para o União Brasil e para os partidos que compõem o arco de alianças.

“Esse grupo vai ficar rachado? Vai ficar dividido? Não sei onde nós vamos parar com isso. Essa é a colocação que eu faço”, disse.

Apesar das divergências, ele reconheceu que os nomes colocados têm competitividade e defendeu um diálogo mais amplo antes de qualquer definição.

 

“Os dois têm condições. É uma discussão que precisa ser feita de forma ampla, com os dois, com todos os envolvidos”, concluiu.

Veja vídeo:

Publicidade 14

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *