“Não tememos Pivetta, a máquina e vamos vencer a eleição”, diz PL

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Ananias Filho disse que partido é o único de direita e que não precisa de “verniz ou óleo de peroba”

Yasmin Silva/MidiaNews

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, que falou sobre o cenário eleitoral de 2026

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, que falou sobre o cenário eleitoral de 2026

JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o partido não teme a força da máquina pública e nem do pré-candidato governista, Otaviano Pivetta (Republicanos), na eleição deste ano, que terá o sucessor do governador Mauro Mendes (União). Para ele, o senador Wellington Fagundes é o mais preparado e quem vencerá a eleição de outubro.

Eu sei claramente onde está a dificuldade do nosso adversário e nós vamos usar estrategicamente para nós avaliarmos a candidatura do PL.

 

Para justificar o otimismo, ele citou o perfil do eleitorado conservador de Mato Grosso, adepto às ideias e propostas do PL. Para ele, o partido é o único com “a cara” da direita, sem precisa de “verniz”.

 

“Se nós não tememos a máquina, não vamos temer também o candidato. E vamos vencer a eleição”, disse Ananias em entrevista ao MidiaNews. “Eu sei claramente onde está a dificuldade do nosso adversário e vamos usar estrategicamente”.

 

“Não adianta pensar que outros partidos poderão ir lá e tentar passar um verniz ou óleo de peroba para estar lustrado (preparado) como de direita. Negativo. A convicção do povo, o conhecimento do povo. Direita é PL”, acrescentou.

 

Além de falar sobre o melhor preparo do senador Wellington e força do PL diante do eleitorado de Mato Grosso, Ananias ainda destacou que o partido apresentará os melhores nomes para a disputa de senador, governador e candidato a presidente.

 

Ao longo da entrevista, o presidente do PL também responde a questões sobre as alianças do partido para a eleição, sobre a gestão do prefeito Abilio Brunini em Cuiabá, entre outros.

Confira os principais trechos da entrevista (e o vídeo com a íntegra ao final da matéria):

MidiaNews – O ex-presidente Jair Bolsonaro se encontra preso há alguns meses e não deverá participar presencialmente de nenhuma campanha este ano. O senhor admite que se ele não estivesse preso, o apoio ao senador Wellington seria outro? O que o PL fará para suprir essa falta?

 

Ananias Filho – Não vejo que tenha um prejuízo muito grande, até porque o Flávio Bolsonaro tem todos os requisitos e determinações do pai para ser o porta-voz e vai trazer a mensagem de Jair Messias Bolsonaro à toda à direita do Brasil.

 

E na amizade que o Flávio tem com o senador Wellington Fagundes, mostra que estamos no caminho certo e que de forma alguma haverá prejuízo. Porque o que se vale é a ideia implantada pelo presidente Bolsonaro. O que vale é a certeza de que quem está falando, sendo interlocutor do presidente Jair Bolsonaro, é legítimo. Somos da direita e temos a legitimidade desse porta-voz, chamado Flávio Bolsonaro, para com todos os eleitores de direita e do presidente Jair Bolsonaro.

 

Se nós tivéssemos preocupação com máquina pública, não tínhamos enfrentado em Cuiabá toda a Assembleia Legislativa, todo o governo do Estado.

 

MidiaNews – O senador Flávio é o candidato definitivo do PL? Não existe qualquer possibilidade de mudança de candidato presidencial? 

 

Ananias Filho –  É certeza absoluta. Determinação de Jair Bolsonaro que o escolheu, porque é o nome da família e tem a certeza de que vai fazer tal qual Jair Bolsonaro determinar. Então, não tem recuo, o PL está muito unido na candidatura. As pesquisas mostram que realmente ele já pegou toda a liderança do bolsonarismo e da direita e está indo muito bem.

 

MidiaNews – Voltando ao cenário eleitoral em Mato Grosso, como o senador Wellington vai enfrentar a máquina pública de um Governo que tem o apoio da maioria dos prefeitos, um grupo que faz entregas e que vai ter o apoio de bilionários do agronegócio?

 

Ananias Filho – Dizer o seguinte, se nós tivéssemos preocupação com máquina pública, não tínhamos enfrentado aqui em Cuiabá toda a Assembleia Legislativa, todo o governo do Estado. Nós não tínhamos enfrentado em Primavera do Leste toda a estrutura do que estava no poder e nós batemos. Batemos em Cuiabá, em Rondonópolis contra a estrutura da máquina do lado do candidato do Zé Carlos do Pátio. Aqui em Vàrzea Grande, batemos toda a estrutura do Governo e da Assembleia Legislativa.

 

Então, não tem preocupação, porque a maior aliança que se pode fazer na campanha eleitoral é com o povo. E essa eleição define primeiramente pelo critério de ser defensor da direita ou esquerda. Não adianta pensar que outros partidos poderão ir lá e tentar passar um verniz ou óleo de peroba para estar lustrado (preparado) como de direita. Negativo. A convicção do povo, o conhecimento do povo. Direita é PL. Esquerda é PT. O resto é satelitezinho que ronda os dois partidos. E eu falo isso com tranquilidade, não é bravata não.

 

 

MidiaNews – Em Mato Grosso não vamos ter candidatura declarada de esquerda. Terão duas à direita, o Otaviano Piveta e o senador Wellington, e tem a médica Natasha, ligada ao centro-esquerda. Como vocês farão para ganhar o eleitorado nesse cenário?

 

Ananias Filho – Nós não precisamos fazer. Não precisamos ir atrás. Não precisamos mostrar a cara. Não precisamos fazer arranjo, nem ir buscar alguém para ficar autenticando. A autenticação chama-se Partido Liberal 22. Essa é a autenticação máxima da direita no Brasil.

 

Ninguém tem o direito de impor a fala a alguém, mas podemos mostrar que o pensamento do povo é de direita representada pelo PL e a esquerda representa esse outro partido aí.

 

Um exemplo bem claro é nos Estados Unidos. Quantos partidos existem? Existem mais de 60 partidos. Mas há um bipartidarismo de fato, instituído lá. Porque sabe que quem representa a centro-direita é o Partido Republicano. E quem representa a centro-esquerda são os Democratas. Então, aqui no Brasil, está caminhando para isso. Bobo é aquele que não percebe a mudança. Como aconteceu em 2018, o povo está muito mais consciente, mais lúcido e não é através de um convênio da prefeitura ou do Governo do Estado que vai mudar o pensamento do eleitor. Não vai. Eles vão votar em cima das convicções ideológicas das pessoas.

 

E Mato Grosso é um Estado conservador, de direita, que tem a sua formação muito bem enraizada, principalmente pelos grandes produtores, mas produtores estes que não vão fazer a cabeça dos trabalhadores.

 

E a população toda sabe que tem o aspecto de direita e de esquerda. E o PL não vai ficar passando verniz, não. Nós somos a cara da direita. Nós somos a direita. E é isso que vamos mostrar. E esse é o fundamento da eleição do ano que vem. Bobo é quem está pensando diferente.

 

MidiaNews – Acredita então que essa candidatura governista está tendo um verniz de direita com o Otaviano Pivetta?

 

Ananias Filho – Eles querem pegar o verniz de direita. É lógico que a ideologia de muitos que estão lá eu sei que eles defendem a propriedade privada, a livre iniciativa, a diminuição dos impostos, mas quando fala-se partido de direita é o 22.

 

As pessoas, muitos que estão em outros partidos, realmente representam um pensamento de direita. Não vou citar nomes, mas a gente sabe que a maioria deles tem um pensamento de direita. E estão, em partidos, tentando se achar na direita.

 

Eu estou falando novamente: o Brasil, daqui uns anos, vai caminhar para o que existe nos Estados Unidos.

E nós não ficamos flertando com a esquerda, não ficamos com pé em duas canoas.

 

MidiaNews – Como o seu grupo político está se estruturando para enfrentar a força do governador Mauro Mendes na campanha? Ele vai apoiar o Otaviano Pivetta para a sucessão. Não tem esse problema?

 

Ananias Filho – Não, até porque se eu fosse filho de pai assustado, não fazia o enfrentamento que faço dia a dia. Faço enfrentamento com qualquer um que tiver, porque tenho convicção de que o meu partido é o melhor, o meu partido tem o melhor candidato.

 

O meu partido vai apresentar o melhor candidato a senador, melhor candidato a governador e o melhor candidato a presidente da República. Quero ver qualquer um que venha aqui para ter coragem de fazer o lançamento de um candidato de direita a presidente da República, um candidato de direita a governador e um candidato de direita a senador igual aos do PL. E nós não ficamos flertando com a esquerda, não ficamos com pé em duas canoas.

 

Quem fica com pé em duas canoas, geralmente, está fadado. Antigamente ainda dava certo, mas agora não dá. Não adianta camuflar que o povo sabe.

 

MidiaNews – Qual a avaliação faz do vice-governador Otaviano Pivetta? Alguns aliados dele têm um pé atrás com ele. Qual a avaliação do principal adversário do Wellington?

 

Ananias Filho – Não vou fazer avaliação da pessoa Otaviano Pivetta. Tenho uma consideração muito grande pelo Pivetta. Sei das qualidades dele, mas não vou poder aqui enaltecer a qualidade do Pivetta de forma alguma, e nem vou defenestrar falando das dificuldades que ele enfrenta. Sei claramente onde está a dificuldade do nosso adversário e vamos usar estrategicamente. E não vamos ficar preocupados com o nosso adversário.

 

Se não tememos a máquina, não vamos temer também o candidato. E vamos vencer a eleição. Quando eu falava que batíamos no candidato do governador aqui na Capital, todo mundo achava que eu era louco. E eu falava: vamos bater, de capacete amassado, farda rasgada, esfarelados, mas vamos bater. E batemos. Segundo turno juntaram todo mundo de novo e nós batemos.

 

 

MidiaNews – O senador Wellington já foi considerado por muitos bolsonaristas um político melancia: verde por fora, vermelho por dentro. Inclusive, foi eleito em 2014 com apoio do PT. A direita raiz dentro do PL ainda o vê dessa forma, ainda tem alguma ressalva?

 

Ananias Filho – Não tem nenhuma dificuldade do Wellington Fagundes. Primeiro, nós temos bem claro que até 2018 não havia essa afirmação ideológica no Brasil. Mas todo mundo sabe o aspecto político do Wellington, da formação. Ele é líder classista em Rondonópolis. Foi líder dos comerciantes em Rondonópolis, da indústria do comércio. Wellington votou sempre pelo direito de propriedade, sempre por direito da livre iniciativa, contra a taxação de impostos.

 

O Wellington tem a sua formação de direita. Não temos o que ficar debatendo o que foi lá atrás. Eu sou PL desde quando iniciei a minha capacidade eleitoral, de eleitor. Quando ganhei a minha capacidade de eleitor, eu já fui, filei no PL. Eu nunca mudei de partido. Mas o meu partido numa época, coligou e foi vice-presidente desse partido que se encontra no poder central hoje.

 

E naquela época eu na hora de convenção posicionei contrário, mas perdi. Perdi, mas não fiquei contra o meu partido, porque sou partidarista. Então isso acontece.

 

O partido de última hora coligou com alguém de esquerda e você tinha que ir lutar pela sua eleição. Então não tem nada que denigra a imagem do senador Wellington Fagundes, pelo contrário.

 

Numa campanha eleitoral você não pode fazer papel de amante ou de namoro escondido. A discussão tem que ser clara, tem que ser franca.

 

MidiaNews – Depois da definição do senador Wellington como pré-candidato, o grupo político do PL chegou a conversar com o governador Mauro Mendes? O PL vai defender ele como candidato ao Senado?

 

Ananias Filho – Eu não conversei. Se teve conversa foi com outras pessoas, eu não conversei. Nós podemos e não temos dificuldade em apoiar o Mauro. Mas, se o Mauro não vir de corpo e alma, também não vai haver apoio.

 

Eu já falei isso antes, numa política de campanha eleitoral você não pode fazer papel de amante ou de namoro escondido. A discussão tem que ser clara, tem que ser franca. Se ele quiser disputar a eleição com o apoio nosso, não temos nenhuma dificuldade de apoiá-lo, até porque fez uma boa gestão como governador, nós fazemos parte do governo, fazemos parte dessa aliança.

 

Não vamos, de forma alguma, ficar falando que estamos fora do governo. Somos governo majoritariamente. Mauro Mendes faz um grande trabalho como gestor. Não temos dificuldade. Agora, se quiser uma campanha próxima e vir disputar conosco, tem que apoiar o Flávio Bolsonaro. Ele tem que falar: meu candidato é Flávio Bolsonaro.

 

Meu candidato a governador é Wellington Fagundes e por causa dele no segundo voto teria que ser o senador do PL José Medeiros. Tem aquela situação de namorar, de sair em praça pública, pegar na mão, abraçar e falar que está realmente preparando um casamento.

 

Agora, se ficar escondido não adianta. Não adianta achar que vamos ficar em joguinho duplo de lá e pra cá, que ele ficar flertando um com o outro e não vai. Ou vai direto para o casamento, ou não vai, não tem problema também.

 

MidiaNews – O senador Wellington já falou em fazer alianças com a direita e o centro. Vê espaço para fazer uma aliança com o MDB, já que assim o MDB se declara?

 

Ananias Filho – Nesse momento, não falo de aliança com o MDB, até porque está no colo do governo central, mas é um partido que tem grandes lideranças, que lá no futuro poderá ter um diálogo, mas isso é para o futuro. Agora, nesse momento, não vejo de forma alguma diálogo com um partido que está no governo do presidente que está no poder central.

 

MidiaNews – Haveria um critério para o PL se aliar ao MDB nesta eleição de 2026? Qual seria ? 

 

Ananias Filho – Lógico. O critério principalmente é estar fora do governo federal e não estar aliado ao governo que está aí. Nós somos de direita, não temos que passar pano para quem está de mão dada com o poder central. Mas vamos buscar conversar e dialogar dentro de critérios e objetivos de direita. A relação parental não discutimos lá dentro do partido. Até porque nós não vamos impedir do Wellington de conversar com a nora dele [Janaina Riva]. Não tem jeito, é impossível.

 

 

MidiaNews – O Wellington tem defendido uma candidata mulher de vice. Qual é o melhor perfil para ser o vice dele? Pode ser alguém do agro, por exemplo?

 

Ananias Filho – Pode ser do agro, pode ser do comércio, pode ser da indústria. É alguém que possa ajudar a gestão do Mato Grosso no próximo governo com o Wellington. É isso que queremos, que possa ser um perfil também de gestor. Mas não temos discutido isso ainda.

 

Não temos conversa com ninguém para vice. Porque o vice a gente escolhe nos 45 do segundo tempo.

 

MidiaNews – Aqui em Mato Grosso, quais são os aliados preferenciais que o PL não abre mão?

 

Ananias Filho – Só tem dois partidos até agora que temos convicção de aliança. O Novo e o PRTB. São os dois partidos que a gente dialoga nesse momento. Sou franco em dizer que só estamos dialogando com eles. E o Novo é um partido que tem condições de fazer uma grande aliança com o PL, principalmente no modo operante do nível nacional.

 

É um partido decente, um partido que realmente tem pessoas com conhecimento, que sempre ajuda no desenvolvimento e no crescimento do Brasil. Então não podemos abrir mão de conversar com quem realmente tem condições de ser de direita. E isso, para nós, é o primeiro fator. Ser de direita, e se for puro de direita, melhor ainda.

O poderio econômico não pertence a este grupo. Nós somos o tostão. Os milhões e os barões estão lá do outro lado.

 

MidiaNews – Já há um planejamento, uma organização para a pré-campanha do senador Wellington até julho, antes das convenções? Como o partido está se estruturando para isso?

 

Ananias Filho – O partido está bem estruturado, o PL está bem estruturado, tem um planejamento estratégico. Vocês vão ver nas nossas inserções. Esse planejamento existe claramente focado na liderança de Flávio Bolsonaro, de Wellington Fagundes e José Medeiros. Esses três, esse trio faz com que a gente tenha já uma espinha dorsal de como vamos trabalhar.

 

Porque dali, vamos passar a ter o desdobramento das outras candidaturas de deputado federal, estadual e das coligações. Então, já temos tudo planejado, a parte de marketing está planejada, o contador, a parte jurídica, a produção.

 

Não vamos fazer vergonhoso com ninguém. Está bem tranquilo e bem organizado. O PL organiza bem as campanhas.  Agora, lógico que não vamos competir com o poderio financeiro. Seria até ridículo acharmos que podemos competir com um poderio financeiro. Nós não podemos. O poderio econômico não pertence a este grupo. Nós somos o tostão. Os milhões e os barões estão lá do outro lado.

 

MidiaNews – Quais são as prioridades, além dessas que o senhor já falou, temas importantes que o partido terá que atuar nas próximas semanas, além da questão da janela partidária?

 

Ananias Filho –  Não vamos ficar correndo atrás de ninguém. Temos um leque de pré-candidatos a deputado estadual, deputado federal, que dá muito bem de fazer dentro do nosso planejamento estratégico o número de vagas que  queremos. Sabemos quantas vagas queremos para deputado estadual. Sabemos quanto temos capacidade de ter deputado federal eleito pelo PL. Temos todos esses planejamentos instituídos.

 

E o que temos hoje já dentro do PL, filiado, e os que estão prontos para filiar, dá de fazer tranquilamente o nosso planejamento. Nós não vamos ficar mendigando nem procurando filiado e nem filiação não.

 

MidiaNews – Então, não teremos no PL filiações surpresas e de última hora?

 

Ananias Filho – Não, não vamos ter nenhuma filiação surpresa. Tudo que tem e teremos é porque já estamos conversando há mais de um ano.

 

 

MidiaNews – O senhor falou sobre a estimativa para a Assembleia Legislativa e para Câmara dos Deputados. Qual é essa estimativa?

 

Ananias Filho – Eu projeto claramente e pode escrever. Vamos eleger de três a quatro deputados estaduais. E vamos eleger dois diretamente deputado federal e com chance de eleger o terceiro. A única chapa que tem condições hoje de falar que busca a terceira vaga é o PL.

 

Nenhum outro partido tem capacidade de fazer três vagas. Só o PL tem capacidade de fazer três vagas de federal. E quem achar ruim, fico triste, porque não posso negar essa informação ao público.

 

MidiaNews – A lua de mel do prefeito Abilio acabou com empresariado, com parte da população e até com alguns setores da política criticando o prefeito. Como tem sido para resolver os problemas na gestão?

 

Ananias Filho – Não são segmentos que têm criticado Abilio. Quem tem criticado Abilio são pessoalidades, pessoas. O Abilio não tem medo de fazer a discussão franca e aberta com todos os segmentos. Então ele recua, às vezes avança, porque ele discutiu. Agora não se curva e não pode se curvar a uma ou duas pessoas que querem colocar ele na parede.

 

Toda vez que for tentar colocar o Abilio na parede, vai ter a discussão. Porque ele é muito franco e é muito estudioso. Quem compra o Abilio como uma pessoa que não estuda, que não lê os projetos, está enganado.

 

O Abilio se aprofundou muito na questão dessa readequação da planta genérica de valores do município de Cuiabá. Ele tem a situação na mão dele. Com todas as dificuldades, o Abilio não deixou nenhum serviço essencial parar no ano de 2025. Não parou a coleta de lixo, não parou o recolhimento no aterro sanitário, não parou a saúde pública, não parou a educação. Pelo contrário, avançou. O Abilio conta com direitos trabalhistas, com direitos dos servidores.

 

Ele foi o que mais avançou. Desafio qualquer prefeito que passou por Cuiabá teve. O Abilio pagou, no ano de 2025, 14 folhas salariais. Ele pagou todos os encargos que estavam represados e todos os direitos trabalhistas.

 

Ele está fazendo uma grande gestão. Agora não vai agradar todo mundo, não tem como agradar todo mundo. Não agrada quem não quer pagar imposto, não agrada quem quer ter facilidade, quem acha que a Prefeitura tem que sucumbir à vontade de alguém. Então, esses aí não agrada e o Abilio não quer agradar.

 

MidiaNews – O senhor falou que 2026 é um ano de austeridade. Não teremos investimentos e nem grandes obras e entregas? Quais setores que precisam ter cortes e ainda adequar gastos em Cuiabá?

 

Ananias Filho – Ainda precisa ter muita austeridade. E o Abilio está pregando isso a todos os secretários. Muduou a Capag, a capacidade de endividamento da Prefeitura. Agora, pela austeridade que foi apresentada pelo trabalho sincero do secretário de Economia, Marcelo Bussiki, junto com o secretário de Planejamento Nivaldo de Almeida e o secretário de Estratégia Murilo Bianchini, mudou para melhor porque teve austeridade.

 

Teve corte de gasto, teve contingenciamento de orçamento. Essa questão das bocas de lobo, das limpezas, de uma prevenção. Temos que elogiar o secretário de Infraestrutura, Reginaldo Teixeira. Ele faz um grande trabalho sem ficar se aparecendo, sem ficar sendo fotografado. Eu acho que ele merecia ter um pouquinho mais de mídia.

 

E o problema de buraco, aqui em Cuiabá, sempre vai ter na época das chuvas também. Mas vai ser menos trabalho esse ano, porque o Abilio e o Reginaldo foram muito severos nesse cumprimento dessa missão.

 

Veja a íntegra da entrevista:

 

 

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