Sucessor de Lewandowski no Ministério da Justiça atuou na Petrobras e no governo Dilma

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Valter Campanato/Agência Brasil

Valter Campanato/Agência Brasil

Logo cedo, o jurista baiano Wellington Lima e Silva pegou um voo para Brasília (DF) para uma possibilidade de encontro com o presidente Lula. Ele já tinha uma agenda de trabalho na capital nesta quarta-feira (14) pela Petrobras, onde atua como advogado-geral, mas um telefonema o fez antecipar a viagem.

 

Após cerimônia no Serpro, Lula seguiu para a primeira conversa pessoalmente com Wellington, que o aguardava no gabinete. Lula deve passar as orientações e metas para o trabalho do jurista à frente da pasta. Lula ja estava decidido sobre a nomeação e Wellington, decidido a aceitar o desafio.

 

Em 2016, Lima e Silva recebeu indicação para o mesmo cargo pela então presidente Dilma Rousseff, mas sua estadia na pasta durou pouco tempo. Apenas 11 dias.

 

Na época, Wellington foi obrigado a decidir entre a carreira de procurador no Ministério Público da Bahia ou ser ministro da Justiça, porque a interpretação do STF (Supremo Tribunal Federal) era de que membros do MP não poderiam acumular cargos públicos fora da instituição. Ele era membro do Ministério Público desde 1991 e optou por deixar o MJSP naquele momento.

 

Desta vez, Wellington pôde estar na hora e no lugar certos, para o presidente. O MJSP é a pasta holofote do momento, por isso Lula precisa de uma pessoa que seja mais que um ministro tampão para o período pré-eleitoral. Ele precisa de alguém que facilite a aprovação de pautas da Segurança Pública, tema caro para as próximas eleições.

 

Wellington é muito respeitado na suprema corte. Conversa diretamente com os dez ministros do STF e tem relação próxima de sete deles. Também é amigo de Jorge Messias, que deve ser sabatinado para a 11ª vaga.

 

O baiano também tem bom trânsito com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e mais recentemente com o Presidente da Câmara, Hugo Motta, o que pode ajudar na tramitação de importantes pautas no Congresso, onde estão a PEC da Segurança Pública e o PL antifacção.

 

O presidente Lula não deve dividir a pasta neste primeiro momento: Wellington ficará responsável por traçar metas para a divisão. Elas farão parte do próximo plano de governo como uma promessa de campanha de Lula para as próximas eleições, uma solução para a área que mais gera preocupação à população brasileira atualmente.

 

Nas primeiras semanas, Wellington pretende conversar com todos os auxiliares de Lewandowski que ainda não apresentaram desejo de sair. Ele vai pedir relatórios e ouvir o chefe sobre quem permanece e quem será trocado entre seus auxiliares.

 

Um nome que deve permanecer no cargo, a princípio, é o do diretor Geral da PF, Andrei Rodrigues, que é escolha do próprio presidente da República e chegou a ser cotado para ministro em uma eventual divisão do ministério.

 

Lima e Silva tem o apoio de nomes fortes dentro do PT (Partido dos Trabalhadores), mas conquistou a confiança do presidente no período em que foi SAJ (secretário para assuntos jurídicos) de Lula no começo do mandato. Depois disso, saiu para ocupar o cargo de Advogado Geral da Petrobras, onde permanecia até agora.

 

Com perfil técnico e discreto, Wellington pretende buscar apoio em pesquisas para definir políticas na pasta e entregar o que Lula deseja: A segurança pública a seu favor.

 

A nomeação de Wellington sai até amanhã no diário oficial da União.

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