“Fui desmascarado”, ironiza vereador sobre rumores de que estaria de olho na Prefeitura

“Fui desmascarado”, ironiza vereador sobre rumores de que estaria de olho na Prefeitura
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“Fui desmascarado”, ironiza vereador sobre rumores de que estaria de olho na Prefeitura

Conteúdo/ODOC – O vereador Caio Cordeiro (Novo), de Várzea Grande, reagiu com ironia aos rumores de que pretende chegar à Prefeitura por meio de manobras políticas. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele reafirmou o interesse em disputar o Executivo, mas disse que eventual candidatura será submetida aos eleitores. “Diferente de muitos, eu estaria à disposição na urna e não no tapetão”, declarou.

A manifestação ocorre em meio à repercussão da Operação Cathedra Venalis, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que apura suspeitas de compra de apoio político na Câmara de Várzea Grande. Caio prestou depoimento à investigação e relatou propostas de pagamentos que afirma ter recusado.

Na abertura da gravação, o parlamentar simulou preocupação com a divulgação de sua intenção de disputar a Prefeitura. “E agora, o que é que eu vou fazer? Fui revelado, fui desmascarado, acharam a verdade sobre mim”, ironizou.

Para mostrar que o projeto não é recente, Caio recuperou uma declaração antiga em que apresentava o mandato de vereador como uma etapa de sua trajetória política. No registro, ele já dizia que pretendia governar o município.

“O meu foco não é ser vereador da cidade. Eu estou almejando chegar hoje na primeira etapa. Porque um dia eu quero ser prefeito para mudar essa história”, afirmou na ocasião.

O vídeo também resgata um recado direcionado à prefeita Flávia Moretti (PL), no qual o vereador manifesta interesse pelo cargo ocupado por ela. “Prefeita, eu quero essa cadeira da senhora. Sei esperar o meu tempo, se for necessário esperarei.”

Na investigação do Gaeco, Caio relatou que o então presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), teria oferecido R$ 100 mil em troca de apoio à sua recondução ao comando do Legislativo. Segundo o vereador, o dinheiro estaria em uma sacola, em um escritório na casa da mãe de Wanderley, onde também ocorreriam reuniões políticas. Ele afirmou ter rejeitado a oferta.

A eleição para a Mesa Diretora do biênio 2027/2028 ocorreu em maio. Wanderley venceu Lucas Chapéu do Sol (PL) por 12 votos a 11, mas o pleito foi posteriormente suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até as informações divulgadas sobre o caso, uma nova votação ainda não havia sido realizada.

Outra frente da apuração envolve suspeitas de repasses mensais de R$ 10 mil a parlamentares e distribuição de cargos ligados à Mesa Diretora. O suposto esquema seria chamado de “pacuzinho”, conforme relato de uma testemunha com identidade protegida citado na decisão judicial.

Caio disse que também recebeu uma proposta de pagamento mensal nesse valor, com dinheiro que supostamente viria de uma concessionária do transporte coletivo. Ressaltou, porém, que não possui elementos para afirmar que outros vereadores recebiam os repasses.

A decisão registra ainda que o parlamentar passou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os serviços da União Transportes e Turismo Ltda. Ele apontava possíveis irregularidades na contratação e na execução do transporte coletivo urbano.

Em seu depoimento, Caio também atribuiu a Wanderley a afirmação de que contaria com auxílio financeiro de até R$ 200 mil mensais para sustentar sua base política. As declarações integram a investigação e ainda dependem de esclarecimento pelas autoridades.



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Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/fui-desmascarado-ironiza-vereador-sobre-rumores-de-que-estaria-de-olho-na-prefeitura/)

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