Ministra do STF defende imprensa livre, mas não concede entrevista

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Ministra do STF defende imprensa livre, mas não concede entrevista

Conteúdo/ODOC – A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, defendeu nesta terça-feira (13), em Cuiabá, a liberdade de expressão e de imprensa como pilares fundamentais da democracia. Apesar do discurso, os jornalistas presentes não foram autorizados a fazer perguntas à magistrada.

A declaração ocorreu durante a abertura da Semana do Conhecimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A participação da ministra diante dos profissionais de imprensa ficou restrita a um breve pronunciamento, sem espaço para questionamentos sobre a crise no Supremo.

“Eu fico sempre muito feliz quando lido com a imprensa, porque não há possibilidade de nós termos uma democracia sem a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa”, afirmou.

Cármen Lúcia ressaltou a importância da atuação dos jornalistas na garantia dos direitos constitucionais e na construção de uma sociedade democrática.

Segundo ela, a imprensa desempenha um papel essencial para assegurar que as informações cheguem à população e que os direitos previstos na Constituição sejam efetivamente respeitados.

A ministra também relembrou sua atuação como advogada, quando chegou a representar jornalistas e entidades sindicais da categoria. “Quando eu fui advogada, na primeira passagem da minha vida, em uma outra vida, eu fui advogada de jornalistas e de sindicato de jornalistas. Portanto, por isso, talvez eu saiba bem as dificuldades que não são fáceis da vida de cada um de nós”, disse.

Ela ainda destacou a função social exercida pelos profissionais da comunicação. “Eu tenho certeza de que os jornalistas sabem bem o desempenho que eles oferecem como função social à garantia dos direitos de todas as pessoas e à efetividade democrática no país”, afirmou.

Conhecimento e democracia

Durante o pronunciamento, Cármen Lúcia também defendeu a democratização do acesso ao conhecimento e destacou a responsabilidade das universidades na redução das desigualdades sociais.

“Conhecimento é um direito fundamental de todo mundo, é um direito que cada cidadã e cada cidadão tem de ter acesso àquilo que a humanidade já descobriu, já inventou, já conquistou, e poder partilhar isso de forma igual para todas as pessoas”, afirmou.

A ministra reconheceu que ainda existem diferenças nas oportunidades de ensino e ressaltou que a educação deve permitir que cada pessoa desenvolva seus talentos.

Ao encerrar, agradeceu o convite da UFMT e elogiou a contribuição de Mato Grosso para o desenvolvimento do País. “Para mim é uma honra enorme estar aqui em Cuiabá, neste Mato Grosso que tanto tem ajudado o Brasil, e que tenho certeza que universidades como esta continuarão a ajudar”, concluiu.

Fonte: Política – O DOCUMENTO | Confira as principais notícias de Cuiabá, Mato Grosso e região (https://odocumento.com.br/ministra-do-stf-defende-imprensa-livre-mas-nao-concede-entrevista/)

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