{"id":19231,"date":"2024-07-20T17:43:10","date_gmt":"2024-07-20T20:43:10","guid":{"rendered":"https:\/\/portalnewsgta.com.br\/index.php\/2024\/07\/20\/entenda-a-crise-dos-shows-no-rastro-dos-cancelamentos-de-ivete-sangalo-e-ludmilla\/"},"modified":"2024-07-20T17:43:10","modified_gmt":"2024-07-20T20:43:10","slug":"entenda-a-crise-dos-shows-no-rastro-dos-cancelamentos-de-ivete-sangalo-e-ludmilla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalnewsgta.com.br\/index.php\/2024\/07\/20\/entenda-a-crise-dos-shows-no-rastro-dos-cancelamentos-de-ivete-sangalo-e-ludmilla\/","title":{"rendered":"Entenda a crise dos shows no rastro dos cancelamentos de Ivete Sangalo e Ludmilla"},"content":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Depois de tanta festa, \u00e9 dif\u00edcil evitar a ressaca. Ivete Sangalo e Ludmilla ainda se recuperam do desgaste causado pelo cancelamento das megaturn\u00eas que prometeram fazer por arenas Brasil afora, quando apresenta\u00e7\u00f5es em grand\u00edssima escala pareciam uma aposta certa de sucesso. Mas elas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas. Dois anos ap\u00f3s a retomada de uma programa\u00e7\u00e3o cultural intensa, no rastro do frenesi causado pelo fim da pandemia, o mercado de shows e festivais entrou em crise.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\">\u00a0<\/div>\n<p>No entanto, mais do que indicar a alta ou a baixa de um artista ou uma produtora, com seus f\u00e3s e detratores que rivalizam nas redes sociais, a recess\u00e3o reflete uma s\u00e9rie de fatores sobre a ind\u00fastria da m\u00fasica ao vivo, inclusive a crise de imagem gerada para os shows depois da morte de uma jovem numa apresenta\u00e7\u00e3o de Taylor Swift, no ano passado, e a de um rapaz no festival I Wanna Be Tour, neste ano, ambas no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio se traduz em n\u00fameros. Segundo o Mapa dos Festivais, estudo feito pela empresa de curadoria musical Bananas Music, a quantidade de eventos aumentou 138% no ano passado, com a cria\u00e7\u00e3o de 71 festivais. Mas s\u00f3 neste ano nove foram adiados e outros nove foram cancelados, enquanto empresas importantes do ramo perderam o seu valor.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso da Time for Fun, a T4F, que teve uma queda de cerca de 65% no valor de suas a\u00e7\u00f5es. Em mar\u00e7o de 2022, quando a produtora voltou a realizar o Lollapalooza depois da paralisa\u00e7\u00e3o pand\u00eamica, elas eram vendidas a R$ 4,72. Hoje, custam R$ 1,62.<\/p>\n<p>A produtora, respons\u00e1vel pela turn\u00ea de Taylor Swift, vai na contram\u00e3o do \u00edndice Ibovespa, que re\u00fane as principais empresas do mercado brasileiro e teve alta de 7,6% no mesmo per\u00edodo. At\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o deste texto, a T4F n\u00e3o respondeu ao pedido de entrevista da reportagem.<\/p>\n<p>Os maiores festivais do pa\u00eds tamb\u00e9m s\u00e3o atingidos, ainda que o impacto sobre eles seja menor, devido a fatores como a presen\u00e7a de estrelas internacionais e o investimento milion\u00e1rio de patrocinadores e da m\u00eddia.<\/p>\n<p>O p\u00fablico do Lollapalooza, por exemplo, diminuiu 20% neste ano, enquanto o Rock in Rio, a menos de dois meses de seu in\u00edcio, ainda tem ingressos \u00e0 venda para tr\u00eas de seus sete dias. Em compara\u00e7\u00e3o, as entradas da edi\u00e7\u00e3o anterior se esgotaram com quatro meses de anteced\u00eancia.<\/p>\n<p>A Festa do Pe\u00e3o de Barretos, considerada o templo do sertanejo, enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o parecida. Ainda tem ingressos dispon\u00edveis para todos os seus dias, a partir de R$ 40, a menos de um m\u00eas do in\u00edcio do evento, que acontece no interior paulista.<\/p>\n<p>A disponibilidade de entradas demonstra uma queda de interesse do p\u00fablico, ainda que festivais como o Rock in Rio, por exemplo, tenha preparado um line-up com mais novidades para este ano, como a contrata\u00e7\u00e3o de artistas do sertanejo, o g\u00eanero musical mais ouvido do pa\u00eds, em raz\u00e3o das festividades de seus 40 anos.<\/p>\n<p>A produtora 30e, que realizaria as turn\u00eas de Ivete Sangalo e Ludmilla, embora negue que o mercado passe por uma baixa, diz que vivemos um per\u00edodo de acomoda\u00e7\u00e3o. &#8220;O p\u00fablico n\u00e3o vive mais a \u00e2nsia de estar em todos os eventos&#8221;, diz, em nota por email. &#8220;Muitos eventos n\u00e3o conseguiram se manter porque s\u00e3o necess\u00e1rios anos at\u00e9 se consolidar, gerar lucro e ter seu espa\u00e7o garantido.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo o economista F\u00e1bio Rodrigues, do Insper, a crise do setor est\u00e1 mais ligada \u00e0 mudan\u00e7a no comportamento do p\u00fablico do que \u00e0 conjuntura econ\u00f4mica do Brasil -o \u00edndice de desemprego, por exemplo, est\u00e1 em queda em rela\u00e7\u00e3o aos anos anteriores, quando os shows e festivais estavam em alta.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas estavam desesperadas para sair de casa e viver, ent\u00e3o se criou um mercado que n\u00e3o se sustenta. O p\u00fablico ainda quer entretenimento, mas n\u00e3o a qualquer custo e a todo momento&#8221;, ele afirma. &#8220;Ningu\u00e9m tem dinheiro para tudo.&#8221;<\/p>\n<p>O pre\u00e7o dos ingressos desses eventos \u00e9 uma reclama\u00e7\u00e3o constante do p\u00fablico. Ainda segundo o levantamento da Bananas Music, o valor m\u00e9dio da entrada de um festival \u00e9 R$ 329. Mas n\u00e3o \u00e9 raro encontrar cifras mais altas. O Rock in Rio est\u00e1 cobrando R$ 795 para a entrada de um dia, e o Lollapalooza cobrou R$ 850, al\u00e9m da taxa de servi\u00e7o de 20% para a compra pela internet.<\/p>\n<p>Todos os valores est\u00e3o acima dos R$ 300 que a maior parte do p\u00fablico diz considerar aceit\u00e1vel por um ingresso, de acordo com uma pesquisa feita pelo Serasa em parceria com o instituto Opinion Box.<\/p>\n<p>E os pre\u00e7os s\u00f3 aumentam. Em dez anos, o valor do ingresso di\u00e1rio do Lollapalooza subiu 193%, e o do Rock in Rio, 148%. S\u00e3o altas maiores do que a infla\u00e7\u00e3o acumulada no per\u00edodo, de cerca de 80%, segundo o IPCA, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo.<\/p>\n<p>As maiores altas s\u00e3o recentes. Neste ano, a entrada do Lollapalooza ficou 43% mais cara, e a do Rock in Rio, 27,2%. S\u00e3o aumentos que tamb\u00e9m est\u00e3o acima da infla\u00e7\u00e3o, de 4,66% para o per\u00edodo de realiza\u00e7\u00e3o do evento paulistano e de 8,65% para o carioca.<\/p>\n<p>As turn\u00eas de Ivete Sangalo e Ludmilla tinham ingressos a partir de R$ 100, mas havia discrep\u00e2ncias entre as cidades. Para assistir ao show de Ludmilla em Manaus, seria preciso desembolsar no m\u00ednimo R$ 190, quase o dobro do que em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Entre as cidades por onde a cantora passaria, por\u00e9m, a capital amazonense \u00e9 a que tem a menor renda m\u00e9dia por habitante, segundo um estudo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas a partir de dados do Imposto de Renda.<\/p>\n<p>Dessa forma, a entrada da apresenta\u00e7\u00e3o representaria quase 20% dos R$ 1.000 que, em m\u00e9dia, um manauara ganha por m\u00eas. Isso sem contar os gastos com deslocamento e alimenta\u00e7\u00e3o. Segundo o Serasa, o valor empenhado em comida e bebida, vendidas a pre\u00e7os inflacionados nos eventos, gira em torno de R$ 200, o que poderia comprometer mais 20% da renda de um f\u00e3 de Manaus.<\/p>\n<p>As cantoras atribu\u00edram o cancelamento de suas turn\u00eas a uma suposta falta de condi\u00e7\u00e3o log\u00edstica da produtora 30e para realizar os eventos, sem detalhes ou explica\u00e7\u00f5es. Elas n\u00e3o quiseram dar entrevistas. J\u00e1 a 30e afirmou que teve &#8220;boas vendas em algumas cidades e n\u00e3o t\u00e3o boas em outras&#8221;, mas que estava disposta a contornar a situa\u00e7\u00e3o adotando estrat\u00e9gias como o adiamento de alguns shows, o cancelamento de outros e o refor\u00e7o na divulga\u00e7\u00e3o de todos, mas as artistas n\u00e3o aceitaram um acordo e &#8220;optaram por um cancelamento unilateral&#8221;.<\/p>\n<p>Inevitavelmente, os cancelamentos geraram uma crise de imagem para os envolvidos, ante o espanto do p\u00fablico. Como artistas com n\u00fameros superlativos no streaming n\u00e3o conseguiram vender ingressos suficientes para uma turn\u00ea? O caso ilustra outra crise da ind\u00fastria musical \u2013a dist\u00e2ncia entre o sucesso na internet e no mundo de carne e osso.<\/p>\n<p>Lu\u00edsa Sonza, com seus 13 milh\u00f5es de ouvintes mensais no Spotify, sabe disso. Sua \u00faltima turn\u00ea teve shows cancelados e adiados, com ampla distribui\u00e7\u00e3o de ingressos para agentes do mercado, influenciadores e jornalistas. Ainda assim, houve apresenta\u00e7\u00f5es, como a de Jo\u00e3o Pessoa, que virou not\u00edcia nos jornais locais pelo espa\u00e7o vazio na casa de shows.<\/p>\n<p>Isso porque, mesmo que estivesse em alta nas redes sociais, na crista de pol\u00eamicas geradas por seu \u00faltimo namoro, com o influenciador Chico Moedas, Sonza havia sido cautelosa \u2013os shows aconteceram em casas menores. Em S\u00e3o Paulo, foi no Espa\u00e7o Unimed, com capacidade para 8.000 pessoas, quase cinco vezes menor do que a do Allianz Parque, que Ivete Sangalo e Ludmilla desejavam.<\/p>\n<p>Uma das principais justificativas para o aumento no pre\u00e7o dos ingressos, sobretudo os de shows e festivais que re\u00fanem astros internacionais, \u00e9 a alta do d\u00f3lar, j\u00e1 que os cach\u00eas s\u00e3o negociados na moeda americana, com uma cota\u00e7\u00e3o que dobrou na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Mas o cach\u00ea dos brasileiros tamb\u00e9m subiu. Segundo produtores e funcion\u00e1rios de empresas do ramo ouvidos em anonimato -uma condi\u00e7\u00e3o comum imposta \u00e0 reportagem, j\u00e1 que a maior parte de seus contratos t\u00eam cl\u00e1usulas r\u00edgidas de confidencialidade-, a raz\u00e3o do aumento \u00e9 a alta demanda de contrata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um dos maiores nomes contempor\u00e2neos do pop, J\u00e3o, que encerra sua turn\u00ea nas pr\u00f3ximas semanas, ilustra isso. Antes da pandemia, seu cach\u00ea era de R$ 90 mil. Em 2022, com a retomada dos shows, o valor quase triplicou, para R$ 250 mil, segundo um de seus empres\u00e1rios. No fim do ano passado, J\u00e3o j\u00e1 cobrava R$ 600 mil \u2013o valor pago pela prefeitura da capital de Sergipe para um show.<\/p>\n<p>Em que pese o aumento de seguidores e de &#8220;plays&#8221; que o cantor teve no streaming, \u00e9 um aumento superlativo, de 566%. E J\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Outro exemplo \u00e9 Gusttavo Lima, o mais famoso dos sertanejos. Hoje, ele cobra at\u00e9 R$ 1,2 milh\u00e3o por show, um aumento de 70% em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 700 mil cobrados antes da pandemia, conforme demonstram seus contratos com prefeituras.<\/p>\n<p>As prefeituras, a prop\u00f3sito, tamb\u00e9m est\u00e3o inflando os cach\u00eas, dizem os produtores. A Virada Cultural da capital paulista deste ano, por exemplo, foi a mais cara da hist\u00f3ria. Se em 2022 o show mais caro contratado pela prefeitura custou R$ 300 mil aos cofres p\u00fablicos, neste ano oito cach\u00eas ultrapassaram esse valor.<\/p>\n<p>Nos rinc\u00f5es do pa\u00eds, prefeitos t\u00eam gastado milh\u00f5es para levar cantores de sucesso a cidades com poucos milhares de habitantes, n\u00e3o raro se aproveitando dos shows para fazer propaganda e tentar se reeleger.<\/p>\n<p>Os showm\u00edcios s\u00e3o proibidos desde 2006, mas n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar nas redes v\u00eddeos em que os artistas chamam os pol\u00edticos para subir ao palco, elogiam a sua gest\u00e3o e puxam at\u00e9 coros de &#8220;j\u00e1 ganhou&#8221;, ao se referir ao pleito marcado para outubro.<\/p>\n<p>Diretor da Abrape, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtores de Eventos, Nei \u00c1vila afirma que precisou cancelar um de seus eventos, o Forr\u00f3 do Piu Piu, em Amargosa, no centrosul da Bahia. Em sua \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, com um line-up que inclu\u00eda Gusttavo Lima, o evento foi um sucesso de p\u00fablico, mas n\u00e3o deu lucro.<\/p>\n<p>&#8220;Na Bahia, que tinha ao menos nove grandes eventos privados, com 20 anos de tradi\u00e7\u00e3o, quase todos foram cancelados. \u00c0s vezes, o artista que eu contrato faz um show de gra\u00e7a noutra cidade a 30 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia&#8221;, diz \u00c1vila, que neste ano produziu o festival beneficente Salve o Sul, no Allianz Parque, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;Os shows privados t\u00eam compromisso com uma planilha de custo e a sa\u00fade financeira. A iniciativa p\u00fablica n\u00e3o, porque as prefeituras nem pechincham nos cach\u00eas. Eles n\u00e3o t\u00eam necessidade de vender ingresso.&#8221;<\/p>\n<p>As marcas tamb\u00e9m estariam inflacionando os cach\u00eas, segundo os produtores. O caso mais expressivo foi o de Madonna, em maio, que reuniu cerca de 1,5 milh\u00e3o de pessoas na praia de Copacabana, nas estimativas da prefeitura carioca.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o foi paga pelo banco Ita\u00fa, que fez parcerias com a cervejaria Heineken e outras empresas para viabilizar o cach\u00ea de R$ 17 milh\u00f5es da americana. Madonna tamb\u00e9m participou de uma campanha publicit\u00e1ria do banco, gravada na \u00d3pera de Paris. O cach\u00ea do comercial, exibido massivamente na televis\u00e3o e nas redes sociais, n\u00e3o foi revelado pelo banco.<\/p>\n<p>Agora, ser\u00e1 a vez de a Budweiser bancar um show com Bruno Mars, outra estrela americana da m\u00fasica pop. A apresenta\u00e7\u00e3o, em outubro, n\u00e3o \u00e9 aberta ao p\u00fablico como a de Madonna, mas tampouco tem ingressos \u00e0 venda. As entradas ser\u00e3o sorteadas a partir de doa\u00e7\u00f5es ao Rio Grande do Sul, numa campanha para arrecadar fundos para os ga\u00fachos enfrentarem a crise causada pelas enchentes.<\/p>\n<p>Tanto por parte das marcas quanto das prefeituras, h\u00e1 interesses na contrata\u00e7\u00e3o desses artistas. \u00c9 que se associar ao nome deles pode n\u00e3o s\u00f3 aumentar a sua popularidade nas redes sociais como at\u00e9 lavar a imagem de uma institui\u00e7\u00e3o que enfrenta crises de imagem recorrentes, caso dos bancos, num movimento que os especialistas em marketing de influ\u00eancia chamam de &#8220;art washing&#8221;, ou lavagem com a arte.<\/p>\n<p>Em paralelo, aumentou o custo de produ\u00e7\u00e3o dos eventos, principalmente devido \u00e0 escassez de fornecedores, que subiram os pre\u00e7os ante a alta demanda registrada depois da pandemia. Antes, a estrutura de palco para uma festa de 10 mil pessoas, por exemplo, custava em torno de R$ 150 mil, e hoje sai por no m\u00ednimo R$ 220 mil, segundo os produtores.<\/p>\n<p>Dessa forma, \u00e9 dif\u00edcil para uma empresa realizar um evento com ingressos a pre\u00e7os atrativos e que ainda gere lucro. As turn\u00eas de estrelas internacionais, como as de Taylor Swift e The Weeknd ou dos grupos Coldplay e RBD, s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esses shows, que causam at\u00e9 brigas entre f\u00e3s e cambistas na busca por um ingresso vendido a milhares de reais, fogem \u00e0 regra porque os artistas raramente se apresentam no pa\u00eds. Embora tenha feito um &#8220;pocket show&#8221; para a imprensa nos anos 2010, ao lado da sertaneja Paula Fernandes, Taylor Swift nunca tinha se apresentado ao p\u00fablico brasileiro.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil os shows nacionais terem uma procura alta assim. Para as massas, pode n\u00e3o haver sentido em pagar para assistir a um artista que fez ou far\u00e1 um show gratuito bancado por uma prefeitura ou uma marca, ainda que as apresenta\u00e7\u00f5es possam ser diferentes, com mais investimento em elementos como cenografia, figurino e tecnologia.<\/p>\n<p>Exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o as apresenta\u00e7\u00f5es incomuns, como as de Caetano Veloso e Maria Beth\u00e2nia, com uma turn\u00ea que come\u00e7a em agosto. \u00c9 dif\u00edcil ver os irm\u00e3os cantando juntos, assim como os Tit\u00e3s, que se reuniram na turn\u00ea &#8220;Encontro&#8221;, no ano passado, depois de 30 anos separados.<\/p>\n<p>Por ser um evento raro, os Tit\u00e3s reuniram 750 mil pessoas, em 47 shows, com 26 deles esgotados. O Natiruts segue o mesmo caminho, porque sua turn\u00ea em curso marca o fim do grupo. At\u00e9 agora, s\u00e3o 500 mil ingressos vendidos, segundo a produtora 30e, a mesma que faria os shows de Ivete Sangalo e Ludmilla.<\/p>\n<p>Mas Taylor Swift \u00e9 uma s\u00f3, os Tit\u00e3s n\u00e3o existem mais e o Natiruts est\u00e1 no mesmo caminho, lembra Nei \u00c1vila, o diretor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Promotores de Eventos. &#8220;Muita gente achou que est\u00e1vamos num foguete que nunca ia parar de subir, mas a realidade \u00e9 outra. Curtida em rede social n\u00e3o cola para quem paga cach\u00ea, artistas que n\u00e3o colaboram tamb\u00e9m n\u00e3o vendem ingressos, e precisamos nos ajustar, sen\u00e3o o foguete vai \u00e9 cair.&#8221;<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/celebridades\/2176379\/irmao-de-rodrigo-faro-e-assaltado-e-feito-refem-dentro-de-casa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Irm\u00e3o de Rodrigo Faro \u00e9 assaltado e feito ref\u00e9m dentro de casa<\/a><\/p>\n<p>Fonte: noticiasaominuto.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Depois de tanta festa, \u00e9 dif\u00edcil evitar a ressaca. 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